Nasceu em 1922, na província do Ribatejo, em Portugal. Devido a dificuldades econômicas foi obrigado a interromper os estudos secundários, tendo a partir de então exercido diversas atividades profissionais: serralheiro mecânico, desenhista, funcionário público, editor, jornalista, entre outras. Autodidata, publicou seu primeiro romance, "Terra do Pecado", em 1947. Lançou seu segundo trabalho, "Os Poemas Possíveis", em 1966. Pelos anos seguintes ele se dedicaria principalmente à poesia e ao jornalismo. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente da literatura, primeiro como tradutor, depois como autor.
Saramago voltou à prosa no final da década de 1970. Seu estilo característico começa a ser definido em "Levantado do Chão" (1980) e em "Memorial do Convento" (1982). Em 1991, Saramago lança sua obra mais polêmica, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo". Considerada blasfema, a obra foi excluída de uma lista de romances portugueses candidatos a um prêmio literário pelo Subsecretário de Estado adjunto da Cultura de Portugal, Sousa Lara, sob a alegação de que não representava o país. Dentre as grandes premiações recebidas por Saramago, destacam-se o Prémio Camões, em 1995 --distinção máxima oferecida aos escritores de língua portuguesa-- e o Nobel de Literatura, em 1998 --o primeiro concedido a um escritor de língua portuguesa. Seu último romance editado foi "Caim", publicado em 2009. Saramago morreu no dia 18 de junho de 2010, aos 87 anos, em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, onde morava há vários anos. O autor havia passado uma noite tranquila. Após ter feito o desjejum de costume e conversado com a mulher e tradutora, Pilar del Río, começou a sentir-se mal e pouco depois morreu. Saramago deixa uma vasta e rica obra que engloba romances, peças teatrais, contos, poemas, crônicas, diários e memórias.