Italiano nascido em 1954, foi um militante de extrema-esquerda. Um dos chefes da organização extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Cesare Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália em 1993, por sua participação em quatro assassinatos, entre 1978 e 1979. Detido em junho de 1979, Battisti escapou da prisão em 1981 e passou oito anos na clandestinidade no México. Até que se instalou em Paris, em 1990, onde trabalhou como porteiro de um edifício e escreveu romances policiais.
O então presidente francês, o socialista François Miterrand, manteve uma política de não extraditar ativistas políticos desde que renunciassem às armas e não tivessem cometido "delitos de sangue". Quando a Justiça francesa aceitou extraditá-lo, em 2004, ele sumiu, em agosto daquele ano, fugindo para o Brasil. Battisti reiterou sua inocência em um livro publicado em 2006 na França. "Sou culpado de ter participado de um grupo armado e de ter portado armas. Mas nunca atirei em ninguém", escreveu em "Ma Cavale" ("Minha Fuga Sem Fim", publicado no Brasil em 2007 pela Martins Martins Fontes). Em 2007, Battisti foi detido no Rio de Janeiro e foi alvo de muitas polêmicas, quando tentou obter o status de refugiado, o que lhe garantiria o direito de viver livremente no Brasil.